Plano de Controle da Mastite – parte 3: conselhos úteis para o uso adequado das teteiras
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Ao longo desta série de episódios, destacamos algumas das ações mais eficazes para prevenir e combater a propagação de infecções por mastite, por meio de um Plano de Controle da Mastite eficiente. As teteiras desempenham um papel crucial nesse sentido, devido ao seu contato direto com o teto. Vamos, portanto, descobrir as melhores escolhas em termos de higiene e segurança.
Depois de apresentar a você a visão de nossos especialistas sobre a estreita relação entre o uso incorreto das teteiras e a mastite, gostaríamos de focar na higiene correta, bem como nas escolhas mais seguras quando falamos de teteiras. Essas ações têm o potencial de salvar suas vacas da mastite e, consequentemente, sua fazenda dos impactos negativos dessa doença.
Dicas para higiene das teteiras e dos animais
Conjuntos de ordenha contaminados são responsáveis por 65% das novas infecções. Isso significa que, para reduzir o risco de mastite, a higiene das teteiras é imprescindível.
Além da correta sanitização das teteiras e dos tetos antes e depois de cada sessão, nossos especialistas destacam a importância de evitar o “respray” durante a ordenha, como explica Luiz:
“Durante o processo de ordenha, é comum — mas indesejável — que o leite retorne em direção ao teto devido às diferenças de pressão no tubo curto de leite, causadas pelo efeito de bombeamento reverso quando a teteira abre. Os germes se movimentam em direção ao teto e entram facilmente no canal por causa da diferença de pressão.
Esse processo é ainda mais facilitado em casos de sobre‑ordenha, quando a pressão positiva dentro do úbere e da cisterna do teto se torna negativa.”
As principais causas de respray são:
Teteiras grandes demais.
Escorregamento ou queda da teteira.
Abertura da teteira muito rápida.
Configuração incorreta da pulsação.
Com o refluxo do leite, causado pelo movimento da parede da teteira, agentes causadores de mastite podem alcançar o teto e contaminar o úbere. A aplicação de um desinfetante pós‑dipping pode desempenhar um papel crucial na preservação das condições do teto. No entanto, essa prática não é suficiente quando as extremidades dos tetos estão deterioradas, pois o risco de invasão por patógenos aumenta significativamente.
Outro aspecto importante é a presença de agentes ambientais de mastite, que podem alcançar os tetos fora da sala de ordenha. Nesse sentido, Luiz aconselha:
“Mesmo em ambientes limpos, os tetos precisam ser higienizados e desinfetados adequadamente, especialmente em caso de extremidades ásperas. Assim, a rotina de preparação é essencial para garantir um processo de ordenha higiênico.
A aplicação de um desinfetante pré‑dipping é outra etapa fundamental para prevenir a mastite. O produto deve agir por 30 segundos, após os quais o teto deve ser seco com três rotações ao redor dele.
A extremidade e o barril do teto precisam ser corretamente higienizados para remover o maior número possível de agentes causadores de mastite prontos para entrar pelo canal do teto.”
Quais são as teteiras mais seguras?
Apesar de ser uma tarefa desafiadora, encontrar as teteiras que melhor se adaptam ao rebanho é essencial para combater a mastite.
Segundo nossos especialistas, as propriedades físicas adequadas das teteiras garantem baixo índice de escorregamento, além de uma ordenha rápida e completa, mantendo boas condições dos tetos.
As teteiras triangulares proporcionam melhor aderência ao teto e menor risco de escorregamento. Graças ao formato triangular, o ar flui ao longo do teto durante cada ciclo de pulsação. Isso permite um vácuo ideal na câmara do bocal, com um ciclo bem definido, garantindo melhor aderência sem risco de congestão.
A tecnologia de Teteira Triangular oferece menor força de compressão distribuída em três pontos ao redor do teto. Isso assegura excelente ação de descongestionamento e melhora as condições da extremidade do teto. Tetos saudáveis são mais resistentes à entrada de bactérias. O processo de ordenha será mais suave para os animais, proporcionando um conforto incomparável para as vacas.
Outra característica relevante é a ventilação do bocal, que desempenha papel crucial na prevenção de tetos úmidos e alto risco de infecção, ao criar um fluxo unidirecional sem refluxo.
Como destaca Luiz:
“Além de oferecer melhor controle do vácuo no bocal, reduzindo a congestão na base e no barril do teto, essa tecnologia também permite uma retirada suave, garantida pela rápida e completa aeração do corpo da teteira após o desligamento do vácuo de ordenha.
Por fim, graças à descarga mais suave e sem turbulência, a acidez do leite será menor, resultando em melhor qualidade.”
Neste ponto, esperamos que estes episódios do blog tenham ajudado você a encontrar conselhos úteis sobre como prevenir a mastite, combinando a melhoria do sistema imunológico das vacas com um ambiente limpo e seco, além das melhores escolhas em termos de rotina de ordenha e seleção de teteiras.
Para alcançar maior desempenho de ordenha e melhor qualidade do leite, juntamente com maior bem‑estar do rebanho, recomendamos monitorar e avaliar regularmente as condições do seu sistema de ordenha. Por isso, contamos com o Serviço de Desempenho de Ordenha, oferecido por nossos especialistas.
Cuide do seu rebanho, mantenha‑se atualizado e não perca nosso próximo post!
milkrite | InterPuls agradece a Luiz Cutolo pelo apoio valioso.
Fontes:
Controle de mastite: Como as teteiras podem influenciar? — Cutolo, 2021
Mastitis control in dairy production — Sharif, Umert, Muhammad (Journal of Agriculture and Social Science, 2009)
(PDF) Mastitis control in dairy production (researchgate.net)
Tackling mastitis the right way — Warren, DairyGlobal, 06/2021
DairyGlobal – Tackling mastitis the right way